sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Pára o mundo que eu quero descer





Bem que minha mãe falava pra eu não fazer a tal faculdade de história, mas eu “temei” em fazer exatamente aquilo que me fascinava. Vai ver eu não penso no futuro a longo prazo, só no futuro próximo, é isso, eu só pensei no quanto seria bom aqueles próximos 4 anos fazendo o que eu mais gosto, estudar história.
Mas não adianta lutar contra o sistema, bem que eu queria ter forças suficientes para isso, mas depois de formada, agora me vejo totalmente englobada pela falta de dinheiro que assola a humanidade.
Vim parar nessa Babilônia descompassada em busca de outro sonho, mas como sempre vivi meio fora do sistema não pensei muito em como eu faria para comer e morar. Enfim, consegui um emprego, muito bacana por sinal, mas claro, eu continuo de fora, fora do idealismo corrente da classe média, fora dos padrões inteligíveis de maneira geral, e só pra piorar um pouquinho: eu sou formada em história, o que não me habilita pra quase nenhuma função do mundo, e ser professora nessa cidade é difícil. Resultado: fui demitida. DISPENSADA, imagina só essa palavra linda na sua carteira de trabalho! E pior, eu não fui DISPENSADA pela minha falta de capacidade, mas por que sou formada em história, e isso não me habilita mais a exercer a mesma função de acordo com uma nova merda de portaria da prefeitura.
Depois de meses acordando mal humorada, passando frio perto de uma represa, engolindo todos os sapos que eu podia, comendo pouco para que as pessoas parem de comentar o quanto eu como muito (e as refeições quem fornece é o lugar onde trabalho, embora isso seja totalmente ilegal, já que são usadas verbas públicas que não são descritas como gastas dessa forma), além de ficar até mais tarde no trabalho, tentar agradar todo mundo, fazer amizade, esconder meus mil e um defeitos... Depois de tudo isso, e ainda ganhando mal, DISPENSADA.
Pra piorar existe o tal do aviso prévio, se eu pudesse eu mandava logo (essa pessoa que eu realmente quero mandar) ir cagar! Pronto! Mas não, ainda estou no 3º dia do aviso prévio, só cumpri 10% e já não agüento mais!
Imagina você ter que ir trabalhar todos os dias sabendo que já foi demitida, QUE BOM, se alguém queria motivação agora não está faltando viu.
Ah, quase ia me esquecendo, o salário desse mês está atrasado, e eu tenho que pagar conta de luz, condomínio, aluguel, e às vezes comer é bom também. Eu cansei! Para tudo! Ainda tive que escutar hoje que caso eu me atrase outra vez vai ser descontado do meu salário, meu Deus! Nem ficar depressiva na cama eu posso! Eu não posso nem chorar e me descabelar nesse lugar, por que a última vez que tentei tive que fazer isso dentro do banheiro e 5 minutos já tinha alguém me procurando.
E ainda tem o meu mestrado, preciso mandar uma série de documentos para a FAPESP, os quais eu nem comecei a organizar ainda, sem contar que falta uma série de retoques no meu projeto, tudo isso pra começar a receber pelo que realmente gosto de fazer em março do próximo ano.
Eu também quero dispensar, quero dispensar o mundo, dispensar as cobranças, não só as que envolvem dinheiro, mas aquelas: você tem que se destacar no mestrado, ter um bom trabalho, comprar um carro, manter um relacionamento estável, ser magra, ser a melhor amiga que escuta todos os problemas, a melhor filha que escuta todos os problemas, a melhor companheira que escuta todos os problemas, e ainda andar todos os dias bem arrumada, cheirosa e com o cabelo bonito! CHEGA! PÁRA TUDO! Pára esse mundo, pelo amor de Deus, eu quero descer...

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Ingenuidade

Hoje me disseram que eu sou ingênua. Fiquei pensando se esse é realmente o caso.
Acho que primeiro tenho que explicar aqui que além de ser “historiadora” trata-se de uma profissão acadêmica não remunerada, essa que necessita que tenhamos algum outro auxílio técnico para que possamos nos manter na profissão. Pois bem, mesmo estando no mestrado da melhor universidade do país eu não tenho bolsa para isso, assim necessitei de um emprego e acabei vindo trabalhar num Instituto Social, mas especificamente num NPPE, os locais para onde os jovens que adolescentes que tem que cumprir medida socioeducativa são encaminhados.
Assim meu trabalho é meio de assistente social, com psicóloga misturado com pedagoga. Mas o detalhe é que eu não tenho formação pra esse tipo de trabalho... Solução da história toda, venho trabalhando com meu coração. Eu realmente me interesse pela vida desses meninos, quero conhecê-los e ajudá-los no que eu puder, ir até onde eu alcanço. Claro que eu já estou ficando meio doida da cabeça lidando com tantos problemas e com tantas família que vivem abaixo de qualquer coisa que possamos chamar de sociedade, a verdade que descobri é que vivemos na barbárie, só a classe média ainda não percebeu enjaulada nos seus apartamentos.
Desta forma, minha maneira de trabalhar acaba sendo tachada como ingênua. Tudo bem, sou realmente jovem, tenho cara de menina boba, eu sempre soube disse, meus colegas de faculdade nunca me deixaram esquecer os porquês eu acabava por não fazer parte da turminha deles... Mas a realidade é que não acredito que tenho agido com ingenuidade, eu tenho trabalhado com o meu coração. Eu sei quando um desses meninos mente, quando eles estão chapados, ou quando querem apenas me sensibilizar. Mas a verdade é que eles não precisam de palavras pra isso, a própria situação já me sensibiliza, a forma como eles são tratados pelo mundo acaba comigo.
Não é ingenuidade, é só a percepção de que o problema está muito mais embaixo, que o problema não é o “moleque preguiçoso” que não quer trabalhar e vai parar na “vida bandida”, o problema não é o pai que bebe, a mãe que é relapsa ou a falta de uma “bela surra”. O problema é essa barbárie meus caros. Hoje ouvi também que me sobra teoria, realmente. Mas eis um dos problemas dos nossos problemas, falta teoria! Falta aos estudiosos tentarem compreender um pouco mais da dinâmica do nosso sistema hoje, da nossa não civilização, mas sim da nossa barbárie. Falta todo mundo parar de culpar os infratores ou os policiais ou os políticos corruptos. Eu já disse o buraco está muito mais embaixo.

Agora se sou ingênua com relação a esses meninos, eu pretendo continuar, já que eu não posso mudar toda essa dinâmica desse mundo, eu posso ao menos trabalhar com o meu coração e com meu afeto, com a minha ajuda, com as palavras. E eu vou levar comigo o único ponto do qual eu me orgulho de não ser tão ingênua, a certeza de que mesmo que eu consiga com que todos os jovens que oriento deixem a “vida bandida” e se tornem serviçais da nossa barbárie nada terá mudado, o ciclo continuará o mesmo, sempre e sempre... Mas tudo bem, esse é meu trabalho afinal de contas, como o trabalho de quase todo mundo no planeta, eu trabalho para manter o sistema!



segunda-feira, 12 de julho de 2010

As novas novidades

Faz um tempo que não posto nada, mas isso não significa que não ando escrevendo, pelo contrário, meus cadernos e agenda andam cheios de textos, versos e etc, mas nada que realmente mereça estar aqui, ou então são coisas que eu prefiro esconder. Mas hoje eu estou sentindo falta de compartilhar algumas coisas, esse turbilhão de novidades que tem passado pela minha vida.
Pra começar eu sou uma caipira na capital, e cada dia algo novo me mete medo. Mas tudo bem, força nunca me faltou mesmo, então encaro tudo de peito aberto e vou em frente.
Depois de todos os perrengues pelos quais passei comecei a trabalhar, o lugar é legal, as pessoas são legais e o trabalho é difícil, mas eu gosto. Comecei a gostar da rotina, do salário e da vida adulta.
E aí eu passei no tal mestrado e continuo seguindo com os sonhos que planejei pra mim. Pra melhorar um pouco eu e uma amiga conseguimos alugar um apartamento exatamente no lugar que queríamos, perfeito. Hoje depois do trabalha vou comprar minha cama, uma grande, vou ficar meio apertada mas é exatamente como eu quero.

Agora os questionamentos: Como é que eu posso estar em crise se tudo que eu sonhei está dando certo? Se nada até agora deu errado?
Esse é o problema, “quando a esmola é demais o santo desconfia”.
Como o Instituto social pra qual eu trabalho recebe verba pública, ele também tem que obedecer às normas para os serviços que realizamos, e agora saiu uma nova portaria com novas dessas normas e regras que temos que seguir. (Estou tão cansada das normas!)
E uma delas é que só pessoas formadas em alguns cursos podem realizar o trabalho que eu faço, e história não é um desses cursos, pra variar né, quem fez história quase não tem opção de trabalho.
E aí vem o meu medo de cair o barraco. O aluguel do lugar que eu vou morar é caro, se eu for despedida eu não tenho como pagar. Vou pedir bolsa de mestrado, mas se o meu projeto for aceito ela só começa a vir em novembro.

Além da questão do dinheiro me importar, eu me importo com o meu trabalho, eu já até fiquei pensando no quão difícil será largar esse lugar quando chegar uma bolsa, e hoje eu ouvi que só estou aqui pelo dinheiro. E não é bem assim.

Bom, aconteça o que acontecer vai ser só mais uma coisa na minha vida que foi difícil. Tudo sempre é difícil, e eu nunca vou viver sem preocupação no âmbito financeiro, foi a vida que escolhi pra mim, agora agüenta.



terça-feira, 8 de junho de 2010

Mais noites em camas alheias

Quero voltar a falar das camas alheias, talvez eu siga com a idéia corajosamente nos próximos textos, veremos...

Há mais de um ano eu durmo apenas em camas alheias, ano passado eu morava de favor no apartamento de uma amiga, dormindo numa cama que não era minha, embora eu quase sempre me refugiasse em colchões de repúblicas ou em meu humilde colchãozinho uberabense.

Esse ano a história se repete, mas de uma forma que me machuca mais. Acabei vindo pra São Paulo buscando um sonho que talvez seja alto demais pras minhas pernas, e fui acolhida pela mãe de uma grande amiga. Estou aqui há pouco mais de 4 meses, mas demorou bastante para que as coisas começassem a dar certo aqui, portanto, no final das contas, acabei ficando tempo demais em outra cama que não me pertence; e agora percebo o quanto as incomodo.

Eu sou o cúmulo do desastre, quebro muitos copos, queimo as coisas, vivo batendo a cabeça em lugares inimagináveis e caindo o tempo todo, ninguém gosta de morar com alguém assim. Eu sou desligada, e as vezes folgada, isso incomoda bastante. Mas pra mim é pior... Apenas meu edredom é meu, e eu não consigo relaxar... Houve um mês, de todos esses aqui, no qual encontrei um refúgio, uma outra cama que até acabou sendo minha de alguma forma; e ela continua sendo, eu sei que ela fica lá intacta todas as noites. Mas enfim, não tenho mais refúgio algum, agora tenho rotina: saio de casa o mais cedo que consigo, chego no trabalho antes de todo mundo, fico o dia todo pensando e escrevendo, não posso conversar com os companheiros de trabalho, acho que muitos deles acham que sou bem burra e ingênua, normal; fico no trabalho até tarde, depois costumo ir me trancar numa sala da USP e quando eu tenho sono vou pra casa dormir, mas a cama já não é tão confortável, dificilmente consigo...
Mas nos finais de semana eu desapareço, meus amigos devem me achar a pessoa mais estranha do mundo. Um desses finais de semana fiz umas outras mineiras ficarem grudadas em mim o tempo todo, e até cheguei e pedi um cantinho no sofá num sábado a noite!

E outro desses finais de semana então! Aceitei, facilmente, um convite pra dormir na casa de um velho amigo. Óbvio. Mas no domingo eu não queria ir embora, coitado, deve ter tido a certeza de que eu sou meio doida mesmo... Mas o pobre não sabia que eu só não queria voltar, por que quando eu volto e não encontro o meu lugar, não encontro nada que seja meu, eu me desespero, e fico assim, uma deslocada na Terra!
Não sei quanto tempo vai demorar para que eu tenha uma cama, por que até lá isso pode me consumir e me fazer voltar pra terrinha. Veremos... O fato é que agora eu estou mais calma, voltando do tempo feliz com a família, com bastante força... E bem animada com as prospecções!

Mas eu continuo esperando poder comprar uma cama enorme só pra mim!

terça-feira, 1 de junho de 2010

Sonhei






Sonhei que estava num hospital, deitada na maca, era o dia do parto. Eu sentia muita dor, e minha barriga estava enorme. Então eu sentia alguma coisa se mexendo dentro de mim e como se fosse a coisa mais fácil do mundo ele nascia. Antes que eu pudesse ver o seu corpinho, ou o seu rosto, eu desmaiei. De repente eu estava na cama da minha mãe, mas onde está ele? Onde está o bebê? Estava no hospital, já havia se passado 4 dias desde seu nascimento.
Fui buscá-lo e entregaram no meu braço um pacotinho azul, era a coisa mais linda que eu já tinha visto, se parecia comigo, tinha o cabelo da cor do meu e os cílios longos.
Eu o vi e já o amava mais que tudo que eu poderia imaginar, de um jeito que doía...
Voltei para a casa, todos me perguntavam do pai, eu falei que não sabia. Mentira, é claro que eu sabia.
Eu não conseguia parar de olhar pra ele. Eu senti até mesmo meu peito pingar um pouco de leite no momento em que ele chorava de fome. Meu Deus, eu senti o leite saindo meu seio esquerdo!
Fiquei oilhando para ele enquanto amamentava, pensava no nome. Pensei se perguntaria ao pai o melhor nome, refleti, é melhor que ele não soubesse do bebê.
Olhei aqueles olhos tão expressivos do meu bebê, eu falei Miguel, e ele sorriu...

Então o despertador tocou, 06:40 da manhã, tenho que trabalhar.
Fiquei sentada no trem pensando que se Freud estivesse vivo eu ia me consultar com ele!

ps: não estou grávida!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Intermédio

“Eu não sou eu nem sou o outro,
Sou qualquer coisa de intermédio:
Pilar da ponte de tédio
Que vai de mim para o Outro.”







Sempre que eu passo pelo metrô Paraíso ou pelo Clínicas eu vejo esse mesmo poema... Não posso deixar de me identificar com ele, é como se representasse essa nova fase da minha vida. Eu me sinto qualquer coisa de intermédio.

Semana passada, na quarta-feira, duas coisas importantes aconteceram no meu dia, duas reuniões de grupo com os meninos que são orientados por esse Núcleo de Proteção Psicossocial Especial e a reunião mensal do grupo de estudos do qual faço parte na USP (Centro de Estudos Mesoamericanos e Andinos). Esse dia eu me senti o mais intermédio possível.

Eu não estou no mesmo mundo desses meninos de quem cuidamos, todos tem passagem pela Fundação Casa, cumprem Liberdade Assistida ou Prestação de Serviços à Comunidade. Todos que estavam nos grupos da quarta-feira são negros, todos moradores de periferias da Zona Sul de São Paulo. Todos com famílias desestabilizadas, todos sem perspectiva, todos vivendo à margem de tudo na vida, e a maioria deles viverá pra sempre assim. Quase ninguém falava no grupo, eles não tem uma boa cognição, quase todos são praticamente analfabetos, e de uma maneira pior que os tais analfabetos funcionais. Muitos vão morrer antes dos 30, ou antes dos 40, ou vão passar grande parte da vida presos. E não há muito o que fazer, são excluídos por todos os setores, educação, tratamentos...

Depois desses grupos que aconteceram pela tarde eu fui pra reunião discutir um texto de um mega pensador, como sempre o fazemos. Quando eu cheguei lá também não me senti pertencendo àquele lugar. Todos brancos, a maioria já na pós-graduação da melhor faculdade do país. Pessoas que falam pelos cotovelos, que atropelam a fala do outro, que falam como se escrevessem, quase uma outra língua comparando com os meninos que oriento. A academia nunca entenderia esses meninos. Todas as pessoas ali sentadas são de classe média, alguns vão pro México a passeio, outros ficam o dia todo lendo e lendo... Eu também não sou uma dessas pessoas.

Eu sou mesmo pilar da ponte de tédio. Perdida entre dois mundos completamente diferentes, sem saber ao certo o que fazer quando estou em cada um desses mundos. Sem saber bem pra onde ir, o que fazer ou o que falar. Mas o pior é que não posso, de alguma forma, ser bem aceita por qualquer um desses dois mundo, pois eu não sou um nem sou o outro...

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Mineira X Paulistas





A velha rixa de mineiro e paulistas... Ô vida essa viu, depois de quatro anos morando no interior de São Paulo, onde as pessoas já quase não entendiam o espírito do bom caipira e juravam que interior de São Paulo de Minas é tudo igual, vim parar nessa cidade “por conta das circunstâncias”.

Que difícil, é só eu abrir a boca e dizer qualquer palavra que demonstrem todo o meu sotaque pra esses malditos pensarem, coitadinha que burrinha, ou então que eu sou uma mineira inocente!
Ai jisuis, se essa palavra inocência me pertencesse!
Tem um certo moço que trabalha comigo que tem um desdém para com minha pessoa, que eu vou te contar! Nunca vi alguém achar que eu sou tão burra assim, mas deixa, deixa ele achar que eu sou tapada mesmo. O pior é: o bom mineiro jamais se importa, continua no falar manso, e de jeitinho em jeitinho vai terminando tudo que começou e tapando a boca dos mardito paulista, e pior: paulistanos!

Outra coisa, os moço que querem me “namorar” tudo acham que eu sou moça besta, que sou moça burra, e que sou moça que quer casar. Ai vida, como é difícil ser mineira na capitar...

Pois vocês acreditam que um dia desses um paulista duma figa (do interior também o coitado) disse que eu deveria disfarçar meu sotaque nas entrevistas de emprego... Onde já se viu! Faz parte da minha identidade UAI!

Eu mereço, só por que eu sou mineira e bonita, como conseqüência tenho que ser burra e ingênua, e pior: fraca!

Agora, deixa eu contá uma coisa procêis: eu sou é muito forte viu, quase ninguém com a minha idade já viveu o que eu vivi, sabe o que eu sei, e tem a coragem que enfrentar esse mundão de meus Deus, como eu tenho, com a mãe no peito dizendo "vem que eu dô conta".

E outra coisa caros leitores, se alguma vez eu lhes pareci fraca pelas coisas que aqui escrevi, sinto muito, foi de propósito mesmo. Assim como cada coisa doida que eu faço é calculada! E “Sigam-me os bons!”

E quer saber povo, eu sou exatamente o que está aqui, todos esses textos desse blog, as vezes eu me arrependo de ser, e as vezes fujo disso, mas sou.

E sou mesmo mineira viu, mas num sou besta não! Uai sô!